Voltar para Artigos
Artigo19 de outubro de 2026

Quando a inteligência artificial responde, quem ela cita?

Por Thiago Vendrami

Capa do artigo Quando a inteligência artificial responde, quem ela cita?

Até pouco tempo atrás, ser encontrado era aparecer na primeira página do Google. Hoje, cada vez mais gente pergunta ao ChatGPT, ao Gemini ou ao Perplexity e já recebe a resposta pronta, sem clicar em nada. Então vale a pergunta: quando a IA fala do seu mercado, ela lembra da sua empresa?

É aí que entra o GEO, sigla para Generative Engine Optimization, ou otimização para mecanismos generativos. Se o SEO queria colocar sua página numa lista de resultados, o GEO quer colocar sua marca dentro da própria resposta. E a lógica é a mesma que quem trabalha com comunicação conhece bem: as máquinas confiam no que é confiável.

As ferramentas de IA montam suas respostas com base em fontes que consideram sérias, e o jornalismo está entre as principais. Uma matéria num veículo com história, equipe editorial e credibilidade pesa muito mais do que dezenas de posts feitos pela própria empresa. Ser citado pela imprensa é ser reconhecido pelas pessoas e, agora, também pelos algoritmos.

Por isso, ter site bonito e redes sociais ativas já não basta. É preciso que outras vozes falem de você: entrevistas, artigos, reportagens que liguem o seu nome a um tema, de forma clara e repetida. Autoridade virou ativo estratégico.

Construir autoridade na imprensa deixou de ser um recurso de visibilidade pontual e passou a ser o alicerce da presença de uma marca na era da IA. Quem ocupa espaço editorial relevante garante prestígio diante de clientes e parceiros hoje e, mais do que isso, assegura que será a primeira indicação quando o consumidor do futuro perguntar ao seu assistente virtual quem lidera o mercado.

E esse caminho não depende de verba de publicidade, e sim de estratégia: saber que história contar, para quem, em qual veículo e com qual argumento jornalístico. É esse o trabalho de uma boa assessoria de imprensa. Quem começar agora sai na frente. Quem esperar vai ver o concorrente ocupando o lugar de referência.